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quinta-feira, 15 de maio de 2014

No interior de PE, unidades da Polícia Militar permanecem paralisadas

Paralisação ocorre de forma parcial em algumas unidades nesta quinta (15).
Categoria quer 50% de reajuste no salário-base para janeiro de 2015.


Parte da categoria se reuniu em frente ao Palácio do Campos das Princesas (Foto: Luna Markman / G1)

Permanece nesta quinta-feita (15) a paralisação dos policiais militares de Pernambuco. No interior, a adesão é parcial. O G1 entrou em contato com 12 unidades da Polícia Militar, situadas desde a Mata Sul até parte do Sertão.

O coronel Marcos Campos, comandante do 4º BPM de Caruaru, no Agreste, disse não estar autorizado a passar informações sobre a paralisação.

Em Gravatá, no Agreste, 30% do efetivo de policiais que compõem a 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) realiza rondas na cidade. Já em Serra Talhada, no Sertão, os policias permanecem dentro do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Policiais do 15º BPM em Belo Jardim estão aquartelados. Um número reduzido de policiais realiza rondas na cidade. Também estão aquartelados os policiais que trabalham no 24º BPM de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste.

O 3º BPM de Arcoverde, também no Sertão, está com 20% do efetivo trabalhando nas ruas. Em Florestae em Afogados da Ingazeira, apenas uma parte do efetivo realiza rondas no município. Policiais do 22º BPM de Surubim também aderiram ao movimento, cerca de 20 % dos policiais estão trabalhando.

O 9º BPM de Garanhuns está com 50% do efetivo funcionando nos municípios que são atendidos pela unidade.

O 10º BPM em Palmares, e a 8ª CIPM em Pesqueira não aderiram à paralisação e, segundo os comandantes das unidades, não sofrem nenhuma alteração na prestação dos serviços.
Aulas paralisadas 

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Universidade Federal de Pernambuco  (UFPE) informou que a Reitoria decidiu suspender as aulas a partir das 17h enquanto durar a greve de policiais militares e bombeiros em todo o Estado. No período diurno, as aulas ocorrerão normalmente. A decisão é válida para o Campus de Caruaru.

Nota do Governo

Em nota oficial, o Governo de Pernambuco afirmou que o reajuste salarial de 14,55% dado a todos os policiais e bombeiros militares representa, aproximadamente, três vezes a inflação do período. Segundo o Governo, a greve foi decretada antes que a reunião da negociação fosse concluída na última terça. Confira abaixo trecho da nota oficial:

“Diante do exposto, o Governo do Estado, com o objetivo de garantir a segurança da população, decidiu tomar as seguintes medidas:

- Solicitar a decretação da ilegalidade e abusividade da greve perante a Justiça Estadual;
- Solicitar a decretação da ilegalidade da greve perante o Supremo Tribunal Federal;
- Solicitar o apoio da Força Nacional de Segurança Pública e a autorização para o emprego da Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem.

Neste contexto, o Governo do Estado vem perante a sociedade pernambucana, reiterar o seu compromisso em manter o diálogo permanente e tomar todas as providências necessárias para garantir a segurança da população”

Entenda a paralisação

Em assembleia realizada na noite da terça-feira, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, no Recife, uma comissão independente de policiais e bombeiros militares decidiu cruzar os braços, após participar de reunião com o secretário da Casa Civil, Luciano Vasquez, e com o chefe da Casa Militar, coronel Mario Cavalcanti de Albuquerque. Não há consenso sobre o número de participantes da assembleia: os representantes do movimento afirmam que 6 mil PMs e bombeiros estavam no local, mas o Batalhão de Polícia de Trânsito informa que não passou de 2 mil o total de presentes.

Após a reunião, Vasquez informou que os PMs terão reajuste de 14,55% no contracheque de junho, equivalente à quarta parcela acordada em acerto entre governo e categoria, há quatro anos. O primeiro aumento foi em 2011, de 14%; a segunda e a terceira parcelas foram de 10%, em 2012 e 2013. Os reajustes foram concedidos sempre no mês de junho de cada ano.

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